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Governo libera R$ 3,33 bi para manter subsídio a combustíveis

O governo federal abriu crédito extraordinário de R$ 3,33 bilhões para reforçar os subsídios à produção e à importação de combustíveis. A medida foi oficializada por meio da MP (Medida Provisória) 1.380/2026,…

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Por Conteúdos Evergreen 2 min de leitura
Governo libera R$ 3,33 bi para manter subsídio a combustíveis
Bombas de combustível. (Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)

O governo federal abriu crédito extraordinário de R$ 3,33 bilhões para reforçar os subsídios à produção e à importação de combustíveis. A medida foi oficializada por meio da MP (Medida Provisória) 1.380/2026, publicada em edição extra do DOU (Diário Oficial da União) nesta sexta-feira (24) e já está em vigor.

Os recursos serão destinados à ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), vinculada ao Ministério de Minas e Energia, para manter a política de redução dos impactos da alta dos combustíveis provocada pela guerra no Oriente Médio.

Do total autorizado, R$ 2,1 bilhões serão destinados ao subsídio do diesel de uso rodoviário, previsto na MP 1.363/2026. Outros R$ 1,23 bilhão financiarão a subvenção concedida a produtores e importadores de combustíveis derivados de petróleo, autorizada pela MP 1.358/2026.

Segundo o governo, a medida busca compensar parte da elevação dos preços no mercado internacional de energia causada pela continuidade do conflito no Oriente Médio. Na prática, o benefício corresponde ao desconto de tributos federais no preço de venda dos combustíveis, com o objetivo de reduzir o impacto para consumidores e para a cadeia de abastecimento.

Além do crédito extraordinário, o governo decidiu manter os subsídios já concedidos de R$ 0,44 por litro de gasolina e de R$ 1,12 por litro de diesel. As medidas, estabelecidas pelas MPs 1.358/2026 e 1.363/2026, tiveram a vigência prorrogada até o fim de setembro por decisão do presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre (União-AP).

Embora produza efeitos imediatos, a medida provisória ainda precisa do aval do Congresso para se tornar lei. Como trata de matéria orçamentária, a proposta será analisada primeiro pela CMO (Comissão Mista de Orçamento). Em seguida, seguirá para votação nos plenários da Câmara dos Deputados e do Senado. Caso não seja aprovada pelos parlamentares no prazo de até 120 dias, a medida perderá a validade.

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