Notícias

Mãe de autista agredida defende padrasto em áudio

Uma gravação de áudio que circula na imprensa paraguaia, atribuída à mãe de uma menina brasileira de 6 anos com Transtorno do Espectro Autista (TEA), traz a versão da mulher sobre as…

Conteúdos Evergreen
Por Conteúdos Evergreen 4 min de leitura
Mãe de autista agredida defende padrasto em áudio
Ferimentos nos braços e peito da criança. (Foto: Direto das Ruas)

Uma gravação de áudio que circula na imprensa paraguaia, atribuída à mãe de uma menina brasileira de 6 anos com Transtorno do Espectro Autista (TEA), traz a versão da mulher sobre as agressões sofridas pela criança. O caso ocorreu em Pedro Juan Caballero, no Paraguai, e o padrasto, de 23 anos, está preso desde a semana passada. A autenticidade do áudio, divulgado nesta quinta-feira (23), não foi confirmada de forma independente.

Na mensagem, a mulher fala em espanhol e afirma que o companheiro era visto pela filha como uma “figura de pai”. Ela nega que o episódio de violência tenha sido algo recorrente e diz que não tenta justificar as agressões. “A sociedade está contra mim como se eu fosse uma mãe ruim nesta situação. O que aconteceu não tem justificativa, e também não estou defendendo o agressor, mas quero que a verdade seja dita. Isso nunca aconteceu em casa. Nunca houve qualquer tipo de agressão. Somos uma família muito unida, temos pessoas que nos conhecem e somos uma família cristã”, afirma no áudio.

A suposta autora acusa familiares paternos de divulgarem informações falsas e de pressionarem pessoas a prestarem declarações. Ela diz ter provas para sustentar sua versão. “A sociedade precisa saber a verdade porque essas pessoas foram longe demais ao me incriminar. Existem muitas mentiras e muitas coisas que mandaram fazer sob pressão. Tenho provas para mostrar a verdade”, declara.

Ela também defende a família do companheiro, afirmando que os parentes dele acolheram bem a ela e aos filhos. Em seguida, critica os familiares paternos, acusando-os de tentar obter vantagens financeiras com benefícios sociais e de expor a imagem da criança. “Eles sempre acolheram muito bem a mim e aos meus filhos. Os parentes da minha filha dependem do governo e usam qualquer situação para tirar proveito. Não se importaram em expor a imagem de uma criança”, diz.

A mulher ainda afirma que pretende apresentar documentos para comprovar suas declarações, se diz aberta a passar por exame toxicológico e acusa a avó paterna de ameaças. Ela sustenta que o pai biológico da menina esteve ausente da criação da filha. “Para desmentir essa pessoa que disse que temos um vício em comum, estou aberta a provar. Peço às autoridades que a convoquem para fazer o exame. A avó paterna sempre fez ameaças à minha família. Eles vêm, sem saber a verdade, e me atacam para que eu entregue minha filha ao pai, uma pessoa que sempre esteve ausente”, conclui.

O caso teve início quando a menina foi levada ao Hospital Regional de Pedro Juan Caballero com hematomas nas costas, peito, pescoço, rosto, braços e nádegas. A investigação aponta que a mãe havia saído para trabalhar e deixou a filha sob os cuidados do padrasto. A equipe médica identificou lesões compatíveis com agressões e comunicou o caso às autoridades.

O padrasto foi preso e encaminhado à Penitenciária Regional de Pedro Juan Caballero. O médico legista Marcos Prieto informou que os ferimentos podem ter sido causados com as mãos ou com um pedaço de madeira. A Promotoria do Paraguai também investiga a conduta da mãe por suspeita de falha no dever de cuidado.

Na terça-feira (21), o juiz paraguaio Edison Escobar concedeu a guarda provisória da menina a um casal de pastores indicado pela mãe. A decisão foi baseada em uma avaliação psicológica que apontou vínculo afetivo entre a criança e os responsáveis. O juiz também proibiu a mãe de se aproximar da filha e autorizou visitas do pai biológico. A medida gerou reação da família paterna, da Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Mato Grosso do Sul (OAB-MS) e de representantes políticos, que defendem a guarda para o pai ou para a avó paterna.

Nesta quinta-feira, a presidente da Associação de Pais e Amigos dos Autistas de Ponta Porã, Vanessa dos Santos, divulgou uma denúncia da família paterna. Segundo a denúncia, a mãe teria recebido R$ 8 mil da avó da criança sob a promessa de devolvê-la, mas não cumpriu o acordo.

Conteúdos Evergreen

Conteúdos Evergreen

Produzidos pela equipe editorial da Folha do Noroeste, conteúdos evergreen que mantêm valor ao longo do tempo.

Mais textos do autor →