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Novo imposto pesa sobre bilhões de pacotes de produtos baratos nos EUA

Uma mudança significativa afetou as compras de produtos baratos que os americanos costumavam fazer. Desde a meia-noite de hoje, todos os bens importados, independentemente do seu valor, estão sujeitos a tarifas que variam entre 10% e 50%. A decisão encerra a aplicação do chamado “de minimis rule”, que permitia a entrada de pacotes de baixo valor, com custo inferior a 800 dólares, sem a cobrança de impostos.

Essa regra, vigente por quase um século, teve um impacto profundo nas compras do dia a dia dos americanos. Ela facilitou o acesso a produtos oferecidos por pequenas empresas de todo o mundo, especialmente de sites de e-commerce de baixo custo na China, como Shein, Temu e AliExpress. Essas plataformas frequentemente ofereciam roupas, móveis e eletrônicos a preços acessíveis, evitando a aplicação de tarifas mais elevadas em encomendas que excediam o limite de 800 dólares.

Com a nova política, no entanto, essas facilidades acabaram. Agora, cada pacote enviado para os Estados Unidos deverá enfrentar tarifas significativas, que podem incluir taxas fixas de até 200 dólares por seis meses.

Em um contexto de mudanças, várias empresas de transporte internacionais suspenderam suas entregas para os EUA devido a desafios logísticos. Por outro lado, a UPS afirmou estar preparada para as novas regras, não prevendo problemas de atrasos. A DHL, apesar de ter suspendido envios regulares, continua a enviar pacotes internacionais de outros países e alertou que as entregas podem sofrer atrasos durante o período de adaptação às novas regras.

Enquanto isso, o Serviço Postal dos Estados Unidos e a FedEx não comentaram sobre possíveis atrasos nas entregas.

A mudança nas tarifas foi preparada pela Customs and Border Protection (CBP). De acordo com Susan Thomas, funcionária da agência, os sistemas estão prontos para implementar a nova política e foram dados orientações claras para garantir que todos os envolvidos possam se ajustar às novas exigências.

Para os pequenos empresários, a extinção do “de minimis” pode representar uma oportunidade. Steve Raderstorf, dono de uma loja de roupas médicas em Indianápolis, acredita que a nova tarifa ajuda a equilibrar as condições de competição com grandes varejistas. Ele menciona que muitos fornecedores estrangeiros se beneficiaram em detrimento de negócios como o dele, que agora podem competir mais efetivamente.

Embora a medida tenha potencial para aumentar os preços e preocupe consumidores que dependem de compras baratas online, Raderstorf expressa esperança de que isso incentive as pessoas a apoiar mais as empresas locais, o que, segundo ele, beneficia a comunidade ao reinvestir o dinheiro nas necessidades locais.

Desde que a isenção de taxação foi cancelada, as autoridades perceberam uma queda no número de pacotes que antes entravam nos Estados Unidos sem tarifas, que passaram de cerca de 4 milhões para 1 milhão diariamente.

Editorial Noroeste

Conteúdo elaborado pela equipe do Folha do Noroeste, portal dedicado a trazer notícias e análises abrangentes do Noroeste brasileiro.

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