Gustavo Maia Gomes apresenta ‘As últimas notícias de um país andino’ em Recife

No Supremo Tribunal Federal (STF), os julgamentos acontecem apenas às terças-feiras à tarde. Para avançar no caso envolvendo Jair Bolsonaro e outros réus, o presidente da 1ª Turma, Cristiano Zanin, agendou seis sessões extras nos dias 2, 3, 9, 10 e 12 de setembro. O interesse no julgamento é grande, com mais de 3.300 pedidos de pessoas para acompanhar a audiência presencialmente.
As inscrições para acompanhar o julgamento foram abertas recentemente e estavam disponíveis para o público em geral e para advogados dos réus de outras partes envolvidas nas denúncias da Procuradoria-Geral da República. Entretanto, apenas os primeiros 1.200 pedidos foram aceitos, devido à limitação de espaço no tribunal. Além disso, 501 jornalistas, nacionais e internacionais, solicitaram credenciamento para cobrir o processo.
Os réus são acusados de diversos crimes, incluindo organização criminosa armada e tentativa de golpe de Estado. Além de Jair Bolsonaro, estão sendo julgados outras figuras importantes, como Alexandre Ramagem, ex-diretor da Abin; Almir Garnier, ex-comandante da Marinha; Anderson Torres, ex-ministro da Justiça; Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional; Mauro Cid, ex-ajudante de ordens da Presidência; Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa; e Walter Braga Netto, ex-ministro da Casa Civil.
As etapas do julgamento começam com Zanin chamando o processo para discussão. O ministro Alexandre de Moraes fará a leitura do relatório que resume todo o caso, desde as investigações até as alegações finais. Após isso, a acusação e a defesa terão a chance de se manifestar. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, será o responsável pela acusação e terá um tempo de duas horas para apresentar seu caso. Os advogados dos réus, por sua vez, também terão uma hora para suas defesas.
Na sequência, ocorrerá a votação entre os ministros do STF. Alexandre de Moraes será o primeiro a votar, analisando questões preliminares levantadas pela defesa, como pedidos de anulação de delações e solicitações de absolvição. Após Moraes, os demais ministros votarão na seguinte ordem: Flávio Dino, Luiz Fux, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin.
Para que haja condenação, é necessário o voto da maioria dos cinco ministros, ou seja, três votos favoráveis. Caso os réus sejam absolvidos, o processo será arquivado. Porém, se forem condenados, os ministros definirão as penas, levando em conta a participação de cada um nas atividades criminosas.
A defesa dos réus enfrenta um grande desafio, especialmente considerando que as imagens da depredação dos Três Poderes, ocorrida em 8 de janeiro de 2023, ainda estão frescas na memória da população. As investigações revelaram que as ações violentas desdobraram-se em tramas complexas, o que chocou muitos brasileiros.
Em outro contexto, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho de Jair Bolsonaro, enviou um ofício ao presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), solicitando para exercer seu mandato a partir dos Estados Unidos. Eduardo divulgou esse ofício em suas redes sociais e, em entrevistas, expressou intenção de ser candidato à presidência, sugerindo uma campanha que seria virtual.
Recentemente, uma entrevista do deputado federal Luciano Bivar (UB-PE) gerou repercussão. Ele comentou sobre o atual presidente do União Brasil, Antonio de Rueda, chamando-o de “deplorável” e afirmando que o partido perdeu sua identidade.
Por fim, uma plenária do projeto “Ouvir para Mudar”, liderado pela governadora Raquel Lyra, não atraiu a população local em Arcoverde, no Sertão, mostrando uma plateia vazia durante o evento.