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Jake Matthews: Tudo Acontece por Uma Razão

O lutador australiano Jake Matthews afirmou que não se detém em pensamentos negativos sobre o polêmico desfecho de sua última luta, no UFC, contra Neil Magny. A declaração foi dada antes de…

Editorial Noroeste
Por Editorial Noroeste 3 min de leitura

O lutador australiano Jake Matthews afirmou que não se detém em pensamentos negativos sobre o polêmico desfecho de sua última luta, no UFC, contra Neil Magny. A declaração foi dada antes de seu retorno ao octógono neste fim de semana, em Macau, contra Carlston Harris.

No confronto contra Magny, Matthews acreditava ter vencido por finalização ainda no primeiro round. Ele aplicou um estrangulamento montado e, segundos antes do fim do round, o árbitro interrompeu a luta, declarando o nocaute técnico. No entanto, a decisão foi anulada imediatamente, e o combate continuou. Matthews acabou perdendo por finalização no terceiro round.

“Assim que a luta terminou, olhando para trás, não foi a melhor situação, mas não há como voltar e mudar as coisas. Não temos uma máquina do tempo, então não fico remoendo isso”, disse Matthews. “A sensação de alívio quando você pensa que venceu uma luta é grande. Eu lutei com tudo no segundo round, mas sabia que estava em apuros assim que ele terminou.”

O veterano explicou que a descarga de adrenalina foi intensa. “O Michael Bisping falou sobre isso. Pode levar duas semanas para se recuperar da descarga de adrenalina de uma luta. Você chega em casa e ainda está exausto. Esse alívio e a descarga de adrenalina me atingiram quando a luta foi interrompida.”

Matthews reconheceu que, em retrospecto, gostaria de ter agido de forma diferente. “Eu provavelmente deveria ter protestado e dito ‘Não!’. Deveria ter ficado no chão e dito que a luta tinha acabado. As regras dizem que, se a luta é interrompida, essa é a decisão. Mas somos lutadores: nos mandam continuar, e a gente continua.”

O lutador afirmou que sua fé o ajudou a superar o ocorrido. “Acredito que tudo acontece por uma razão. Eu fiz tudo o que pude naquela luta, e foi assim que aconteceu. Confio no processo e na jornada. Isso me ajuda a seguir em frente.”

Matthews também contou que manteve a calma quando seu oponente original, Muslim Salikhov, se lesionou e foi substituído por Harris. “Se eu estava destinado a lutar neste card, eu teria um oponente. Se não, não teria. Isso me dá muito menos estresse. Continuamos treinando como se tivéssemos luta, e uma semana depois, tínhamos um adversário.”

Segundo ele, a fé trouxe paz durante a semana de luta. “Muitos lutadores falam sobre noites sem dormir, estressados com o resultado. Eu sei que vou dar cem por cento. O resto está nas mãos de Deus. Até uma derrota pode levar a coisas boas no futuro. Durmo muito bem agora, sem aquela energia nervosa do ‘e se’.”

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Conteúdo elaborado pela equipe do Folha do Noroeste, portal dedicado a trazer notícias e análises abrangentes do Noroeste brasileiro.

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