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Casa Branca alerta que “matança infelizmente continuará”

Na quinta-feira (28), a Ucrânia sofreu novos ataques aéreos pela Rússia. A Casa Branca informou que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não ficou surpreso com a ofensiva de Moscou, embora expressasse descontentamento com a situação.

A secretária de Imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, destacou que o presidente está atento à situação e lamentou a continuidade da violência, enfatizando sua vontade de ver um fim para a guerra. Leavitt afirmou que Trump tem trabalhado intensamente em busca de um acordo que previna conflitos futuros.

Durante uma coletiva de imprensa, Karoline Leavitt comentou sobre as ações de ambos os lados no conflito. Ela observou que, enquanto a Rússia atacou Kiev, a Ucrânia também realizou ofensivas, que incluíram a destruição de refinarias de petróleo na Rússia, comprometendo cerca de 20% da capacidade de refino desse país.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, manifestou sua preocupação no X, afirmando que a Rússia prefere ataques balísticos a buscar um acordo de paz. Ele solicitou novas sanções contra Moscou, além de afirmar que o país opta por seguir matando em vez de encerrar o conflito.

Em relação aos ataques em Kiev, o chefe da administração militar local, Tymur Tkachenko, relatou que pelo menos 23 pessoas perderam a vida. Até às 23h, as equipes de resgate ainda estavam trabalhando para atender os feridos e encontrar possíveis sobreviventes.

A guerra entre Rússia e Ucrânia começou em fevereiro de 2022, quando as tropas russas invadiram o país vizinho. Desde então, a Rússia ocupa cerca de 20% do território ucraniano. Em 2022, o presidente russo, Vladimir Putin, anunciou a anexação de quatro regiões da Ucrânia: Donetsk, Luhansk, Kherson e Zaporizhzhia. Apesar do avanço lento em algumas áreas, Moscou não mostra sinais de recuar de seus principais objetivos militares.

Enquanto Donald Trump defende um acordo de paz, a Ucrânia tem intensificado seus ataques dentro da Rússia, com foco na destruição de infraestrutura militar. Em resposta, o governo de Putin intensificou os bombardeios, incluindo o uso de drones. Ambas as partes alegam que não têm como alvo civis, mas o conflito resultou em milhares de mortes, com a maioria das vítimas sendo ucranianas.

Estima-se que também milhares de soldados tenham falecido nas batalhas, mas nenhum dos lados divulga números precisos sobre as perdas militares. De acordo com informações dos Estados Unidos, cerca de 1,2 milhão de pessoas foram feridas ou mortas devido à guerra.

Editorial Noroeste

Conteúdo elaborado pela equipe do Folha do Noroeste, portal dedicado a trazer notícias e análises abrangentes do Noroeste brasileiro.

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