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Trump cancela vistos da Autoridade Palestina em 29/08/2025

O Departamento de Estado dos Estados Unidos anunciou que o governo de Donald Trump começou um processo para revogar e negar vistos a membros da Organização para a Libertação da Palestina (OLP) e da Autoridade Palestina. Essa medida foi comunicada na sexta-feira e ocorre antes da Assembleia-Geral das Nações Unidas, programada para setembro em Nova York.

O secretário de Estado, Marco Rubio, afirmou que essa decisão é parte de uma iniciativa de segurança nacional, com o objetivo de responsabilizar a OLP e a Autoridade Palestina pelo não cumprimento de compromissos de paz. Ele destacou que essas organizações estão minando as perspectivas de um acordo duradouro.

Essa ação do governo americano demonstra um alinhamento com a administração do primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu. Trump declarou recentemente que está pressionando Israel a acelerar suas operações militares na Faixa de Gaza, visando um término rápido da guerra na região.

Informações do site Axios indicam que Trump também não é contrário ao controverso plano de Netanyahu, que prevê a ocupação da Cidade de Gaza, a maior área urbana do território palestino. Nos últimos dias, o presidente expressou sua preocupação com a guerra entre Israel e Hamas, que se arrasta há quase dois anos. Ele teria pedido a Israel que conclua as operações rapidamente, sem estabelecer um prazo específico.

Em seu comunicado, o Departamento de Estado dos EUA deixou claro que a OLP e a Autoridade Palestina precisam encerrar o que classificou como tentativas de atingir objetivos por meio de “campanhas de guerra jurídica internacional” para serem vistas como parceiras na busca por paz.

Além disso, os EUA se mostraram dispostos a reengajar com as partes envolvidas, caso a OLP e a Autoridade Palestina cumpram suas obrigações e demonstrem ações concretas para promover um caminho de diálogo e coexistência pacífica com Israel.

Essas pressões de Trump contrastam com a abordagem do seu antecessor, Joe Biden, que condicionou o apoio a Israel a mudanças em sua postura. Biden falou sobre a necessidade de um cessar-fogo imediato, buscando proteger civis e estabilizar a situação humanitária na região.

Embora Trump tenha prometido resolver rapidamente o conflito em Gaza, sete meses após o início de seu segundo mandato, não houve progressos significativos. A crise humanitária continua a piorar, com relatos de que tanques israelenses estão avançando no bairro de Ebad-Alrahman, na Cidade de Gaza, resultando na destruição de casas e na fuga de moradores.

Recentemente, Israel aprovou um plano para ocupar a Cidade de Gaza, alegando que se trata do último reduto do Hamas, embora tenha afirmado que o grupo terrorista não atua mais como uma força militar. Aproximadamente metade da população de Gaza, que soma cerca de dois milhões, reside nessa cidade, e Israel afirmou que essas pessoas precisarão se deslocar.

Neste cenário, a perspectiva de um cessar-fogo na região parece distante. Sobre a possibilidade de criação de um Estado palestino, o ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Saar, declarou que essa opção está atualmente descartada.

Editorial Noroeste

Conteúdo elaborado pela equipe do Folha do Noroeste, portal dedicado a trazer notícias e análises abrangentes do Noroeste brasileiro.

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