Cerramento de site sexista provoca denúncias em toda Itália

Fechamento do site Phica.eu provoca investigações sobre comentários ofensivos
Roma – A polícia italiana está investigando usuários do site Phica.eu, que foi fechado recentemente por seus administradores. O foco da investigação é identificar pessoas que, nos últimos três a quatro anos, postaram comentários sexistas e que incitavam a violência, incluindo violência sexual. As medidas foram tomadas após a repercussão negativa gerada pela divulgação de imagens de figuras públicas, como Giorgia Meloni e Elly Schlein, acompanhadas de comentários ofensivos.
Na noite anterior ao encerramento das atividades do site, os perfis femininos foram tornados inacessíveis. A decisão foi tomada em resposta a uma onda de indignação, que se intensificou após denúncias de atrizes, jornalistas e outras personalidades sobre o conteúdo abusivo presente na plataforma. Entre as denunciantes, estão profissionais do setor de mídia que relataram em transmissões ao vivo a gravidade da situação.
Os responsáveis pelo site justificaram o fechamento com um comunicado. Eles alegaram que não conseguiram controlar a utilização inadequada da plataforma, que se tornou um espaço negativo para seus usuários. Em sua defesa, os administradores mencionaram que desde a sua criação, muitas ações se mostraram insuficientes para coibir comportamentos tóxicos, e que sempre colaboraram com as autoridades em casos de denúncias.
O Phica.eu especificamente está relacionado a regiões da Itália como Emilia-Romagna e Abruzzo, conhecidas por empresas focadas no entretenimento para adultos. Embora a plataforma pareça ter sede e servidores nos Estados Unidos, a polícia responsabiliza os gestores localizados na Itália por comentários e postagens.
A polícia postou alertas a respeito da identificação de usuários, que podem enfrentar sérias acusações, incluindo difamação e instigação a crimes. Denúncias de mulheres de diferentes partes do país já começaram a ser registradas, incluindo ações coletivas lideradas por advogados e associações. A ministra da Família, Eugenia Roccella, anunciou iniciativas para monitorar esse tipo de violência digital e para colaborar com as autoridades competentes.
Após o fechamento, muitos usuários tentaram se excluir da plataforma para evitar possíveis consequências. Contudo, relatos surgiram em fóruns do site indicando que alguns estavam sendo cobrados valores entre 145 e 180 euros para realizar o cancelamento da conta, um fato que também deve ser investigado.
A ministra Roccella afirmou que a situação exige um acompanhamento mais rigoroso e ações efetivas contra comportamentos que representem uma afronta às mulheres e à sociedade.