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Pais quebram padrão e se tornam presença ativa na rotina dos filhos

O trabalho ainda é o principal motivo que afasta os pais da rotina dos filhos, como ir a reuniões escolares ou acompanhar consultas médicas. Mesmo com a correria, muitos pais tentam mudar…

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Por Conteúdos Evergreen 2 min de leitura
Pais quebram padrão e se tornam presença ativa na rotina dos filhos
Alunos participam de atividades na quadra de esportes da Escola Tertuliano Meirelles nesta sexta- feira (Foto: Osmar Veiga)

O trabalho ainda é o principal motivo que afasta os pais da rotina dos filhos, como ir a reuniões escolares ou acompanhar consultas médicas. Mesmo com a correria, muitos pais tentam mudar essa realidade.

O médico veterinário e empresário Demorval de Oliveira Júnior, de 34 anos, pai de um menino de um ano, é um exemplo. Ele afirma que tenta estar presente em todas as atividades do dia a dia do filho, como levar à escola e à natação. A jornada de trabalho, das 3h às 14h, ajuda nessa rotina. Para ele, o objetivo é dividir as responsabilidades com a esposa e evitar que ela fique sobrecarregada.

O engenheiro civil Fabiano Ribeiro, de 42 anos, pai de duas meninas, também defende a presença ativa na vida das filhas. Ele diz que o crescimento das crianças depende da ajuda dos pais e que só falta às reuniões em casos extremos, como viagens ou compromissos de trabalho.

Mães são maioria nas reuniões escolares

Na Escola Municipal Doutor Tertuliano Meirelles, em Campo Grande, cerca de 80% dos responsáveis que comparecem às reuniões sobre notas e comportamento são mulheres. Para mudar isso, a escola passou a fazer reuniões aos sábados e criou o Dia da Família.

O diretor Arthur Oliveira explica que a dificuldade de conciliar trabalho e horários da unidade é a justificativa mais comum para a ausência. O Dia da Família, realizado no ano passado e repetido neste ano, reúne estudantes e familiares em atividades como queimada, pingue-pongue e oficinas de slime e fotografia.

A diretora adjunta Paula Marciano afirma que a presença dos pais homens aumenta nas atividades de fins de semana, mas que eles ainda resistem quando o assunto é nota ou comportamento. A escola também flexibiliza os horários de atendimento, fazendo reuniões perto do almoço ou às 18h, quando necessário.

Para Paola Evangelista, coordenadora de Psicologia e Serviço Social Educacional da SED, o acompanhamento familiar deve ser constante. Ela diz que a participação dos responsáveis ajuda no aprendizado e no desenvolvimento emocional dos estudantes, além de manter a comunicação com a escola.

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