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Justiça mantém prisão de médico suspeito de desvio de R$ 4 mi

A Justiça manteve a prisão do médico e empresário Robson Roosevelt Ferreira Aguilar, investigado por um suposto esquema que teria causado um prejuízo de R$ 4 milhões na Saúde de Nioaque. A…

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Por Conteúdos Evergreen 2 min de leitura
Justiça mantém prisão de médico suspeito de desvio de R$ 4 mi
Arma, municões e dinheiro apreendidos na operação de quinta- feira (12). (Foto: Divulgação)

A Justiça manteve a prisão do médico e empresário Robson Roosevelt Ferreira Aguilar, investigado por um suposto esquema que teria causado um prejuízo de R$ 4 milhões na Saúde de Nioaque. A decisão foi tomada após audiência de custódia realizada neste sábado (15), em Campo Grande. Ele foi detido por mandado de prisão preventiva expedido pelo Núcleo de Garantias da Capital, e a ordem de prisão continua em vigor.

A audiência foi conduzida pelo juiz Francisco Soliman. O magistrado entendeu que não cabia à Vara de Custódia decidir sobre a manutenção da prisão, pois Robson não foi detido em flagrante, mas sim em cumprimento de mandado. Com isso, o processo foi devolvido ao Núcleo de Garantias, órgão responsável pela ordem de prisão.

Durante o procedimento, Robson não relatou constrangimento, excesso ou violência no cumprimento do mandado. O Ministério Público e a defesa não apresentaram pedidos durante a audiência. As algemas foram mantidas, com a justificativa de garantir a segurança da guarda e da escolta.

Robson é um dos cinco presos na segunda fase da Operação Auditus. Ele e Bianca Fernandes Leite Aguilar são proprietários da Prontomed Clínica Médica e são apontados pela investigação como financiadores do esquema que teria fraudado contratos da Saúde de Nioaque. Segundo as apurações, os empresários teriam pago vantagens indevidas a agentes públicos para direcionar licitações e liberar pagamentos por serviços que não foram realizados. Robson e Bianca foram presos em Bonito.

A investigação também identificou cobranças por consultas, exames e procedimentos que não teriam ocorrido, além do uso de documentos com informações falsas. Entre os casos investigados estão exames lançados em nome de pacientes que, conforme o Ministério Público, não receberam o atendimento. Além de Robson e Bianca, também tiveram mandados de prisão expedidos Tatiane Barbosa de Souza Grubert, gerente administrativa da clínica, a ex-secretária municipal de Saúde Márcia Cristiane Missioneira Jara e o ex-secretário de Governo Vagner Alves Ribeiro Guimarães, que está foragido.

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