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Ceasa/MS: Manga e mamão sobem; tomate e batata caem

A Ceasa/MS (Centrais de Abastecimento de Mato Grosso do Sul) registrou variações nos preços dos principais produtos hortifrutigranjeiros comercializados no entreposto durante a 30ª semana do ano, entre os dias 20 e…

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Por Conteúdos Evergreen 3 min de leitura
Ceasa/MS: Manga e mamão sobem; tomate e batata caem
Manga Palmer foi a fruta que teve maior aumento de preço nos últimos dias (Foto: Divulgação / Ceasa)

A Ceasa/MS (Centrais de Abastecimento de Mato Grosso do Sul) registrou variações nos preços dos principais produtos hortifrutigranjeiros comercializados no entreposto durante a 30ª semana do ano, entre os dias 20 e 25 de julho de 2026.

O levantamento aponta altas nos preços de banana, manga, mamão e melão, enquanto batata, cebola, cenoura e tomate ficaram mais baratos.

Entre os produtos que mais valorizaram, o destaque foi a manga Palmer, que teve alta de 12,45%. Na outra ponta, o tomate longa vida apresentou a maior queda da semana, com redução de 10% no preço.

A manga Palmer, comercializada em caixa de 6 quilos, passou de R$ 70 para R$ 80, alta de 12,45%. Segundo o levantamento das centrais de abastecimento, a valorização está relacionada à oferta restrita no semiárido nordestino, principalmente no Vale do São Francisco, entre Bahia e Pernambuco, principal região produtora e responsável pelo abastecimento do mercado nacional.

O mamão Formosa, vendido em caixa de 18 quilos, subiu 10,53%, de R$ 85 para R$ 95. A alta está associada principalmente ao encerramento do ciclo de colheita em boa parte dos pomares do Norte do Espírito Santo, o que reduziu a disponibilidade da fruta.

Já o melão espanhol, em caixa de 13 quilos, teve aumento de 7,06%, passando de R$ 65 para R$ 70. A elevação ocorre em meio à redução gradual da oferta no Vale do São Francisco, com a aproximação do encerramento da safra principal, previsto para a primeira quinzena de agosto.

A banana nanica, comercializada em caixa de 20 quilos, passou de R$ 95 para R$ 100, alta de 5,06%. A redução da oferta nas principais regiões produtoras do norte de Santa Catarina é apontada como um dos fatores. As baixas temperaturas têm retardado o desenvolvimento dos cachos e diminuído o volume disponível para comercialização.

Entre as principais quedas, o tomate longa vida, vendido em caixa de 25 quilos, passou de R$ 110 para R$ 100, redução de 10%. Essa foi a terceira semana consecutiva de recuo nas cotações. O movimento é influenciado pelo aumento da oferta, pela intensificação da safra de inverno e pela demanda mais fraca durante o período de férias escolares.

A cenoura, em caixa de 20 quilos, caiu 9,09%, de R$ 120 para R$ 110. A redução ocorre em um cenário de recuperação da produtividade das lavouras, principalmente em São Gotardo (MG), além do avanço da safra de inverno, que tem contribuído para ampliar gradualmente a oferta.

A cebola nacional, comercializada em saco de 20 quilos, teve queda de 6,25%, passando de R$ 85 para R$ 80. A redução está relacionada ao aumento da oferta nas principais regiões produtoras do Cerrado, especialmente no Triângulo Mineiro (MG) e em Cristalina (GO), devido ao avanço das colheitas e à disponibilidade de produtos armazenados.

Já a batata inglesa, em saco de 50 quilos, caiu 5,26%, de R$ 200 para R$ 190. A desvalorização é atribuída à intensificação da safra de inverno e à recuperação da produtividade nas principais regiões produtoras. De acordo com o Ceasa, a demanda enfraquecida durante as férias escolares também contribuiu para pressionar os preços.

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