App CNH do Brasil já mostra passagens do pedágio free flow
Nova função reúne cobranças de 14 concessionárias e vale para rodovias em sete estados, incluindo Rondônia
O aplicativo CNH do Brasil passou a exibir, desde a segunda-feira, 24 de agosto de 2026, as passagens registradas em pedágios eletrônicos do tipo free flow. A funcionalidade abrange 14 concessionárias e 55 pórticos distribuídos em sete estados, entre eles Rondônia, segundo nota da Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR) reproduzida pelo portal As Notícias Online.
A novidade foi confirmada pelo Ministério dos Transportes em publicação no site oficial gov.br sobre a integração do free flow ao aplicativo. Segundo o ministério, o recurso reúne dados de trânsito independentemente da esfera da via, seja ela federal, estadual ou distrital, e direciona o motorista ao canal de pagamento da concessionária responsável.
Em Rondônia, a concessionária Nova 364 opera o sistema na BR-364, uma das rodovias já integradas à plataforma, conforme levantamento do jornal O Povo junto à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Outros trechos com o serviço ativo estão em Goiás, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo.
Como consultar as passagens no aplicativo
O procedimento é o mesmo em todas as fontes consultadas: o motorista abre o aplicativo CNH do Brasil, acessa a aba "Veículos", seleciona o veículo desejado e toca em "Pedágio Eletrônico". As passagens aparecem em ordem cronológica, com filtros por período e situação, de acordo com o texto publicado pelo As Notícias Online.
É necessário manter o aplicativo atualizado, na versão 7.3.0 ou superior, para que as passagens sejam exibidas automaticamente. Segundo a ABCR, o registro de cada passagem leva até 24 horas para aparecer após a circulação pelo pórtico, nas rodovias já integradas.
O aplicativo não processa pagamentos. Ao clicar na opção "Como pagar", o usuário é redirecionado ao site oficial da concessionária responsável pela via, onde a cobrança é efetivamente concluída. O Ministério dos Transportes reforça que a plataforma apenas concentra as informações e não solicita dados bancários.
Prazo de 30 dias e regularização sem multa
O prazo padrão para pagamento de cada passagem é de 30 dias a partir do momento em que o status "pendente de pagamento" surge no aplicativo, conforme detalhado pela ABCR. O app envia um aviso quando a cobrança é liberada e outro cinco dias antes do vencimento, desde que as notificações estejam habilitadas no celular.
Até 16 de novembro de 2026, vigora um período de transição estabelecido pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran), que permite regularizar tarifas atrasadas sem aplicação de multa nem pontos na CNH. A regra vale inclusive para débitos anteriores ao início da transição, iniciada em 29 de abril, segundo o Ministério dos Transportes.
De acordo com o ministério, 1.324.797 multas por não pagamento de tarifas do free flow já foram canceladas desde o começo do período de regularização, após os débitos correspondentes terem sido pagos. Quem já quitou a multa também pode pedir ressarcimento ao órgão autuador, caso regularize a tarifa até o fim do prazo.
Depois de 17 de novembro, volta a valer integralmente a regra ordinária: passagens não pagas em até 30 dias podem gerar auto de infração, notificação de penalidade e pontos na carteira de motorista, conforme o texto oficial do ministério.
Quem tem tag e quem não tem
Motoristas com tag eletrônica vinculada ao veículo continuam com cobrança automática e não precisam realizar nenhuma ação adicional. Ainda assim, essas passagens também são registradas e ficam disponíveis para consulta no aplicativo, segundo a ABCR.
Para quem não possui tag, a identificação ocorre pela leitura da placa por câmeras instaladas nos pórticos, conforme explica a reportagem do NSC Total. Nesses casos, o pagamento deve ser feito pelos canais oficiais da concessionária, e a cobrança fica vinculada exclusivamente ao CPF do titular do veículo, sem possibilidade de transferência para outra pessoa, segundo apurou o jornal O Povo.
Quem não usa smartphone ou prefere não instalar o aplicativo pode continuar pagando diretamente nos canais das concessionárias, como sites, aplicativos próprios, totens e rede credenciada, com opções de pix, cartão de crédito e débito.
Cuidado com golpes e contestação de valores
A ANTT alertou para o risco de fraudes envolvendo cobranças falsas do free flow. Segundo o alerta reproduzido pelo O Povo, nem a agência nem as concessionárias enviam cobranças por WhatsApp, SMS, e-mail ou anúncios, e o pagamento deve ser feito apenas pelos canais oficiais.
Caso o motorista identifique uma passagem que considere incorreta, pode utilizar o botão "Contestar" dentro do próprio aplicativo, que direciona ao canal de atendimento da concessionária responsável pela análise do pedido, conforme informado pela ABCR.
Frotistas têm um caminho diferente: a visualização das passagens de veículos de frota deve ser feita pelo Portal de Serviços da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), e não pelo aplicativo CNH do Brasil, segundo orientação da ABCR.
