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Trump não impede acordos na saúde, afirma Padilha

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, declarou neste sábado, durante visita ao Hospital Federal do Andaraí, no Rio de Janeiro, que as restrições impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, à…

Editorial Noroeste
Por Editorial Noroeste 3 min de leitura

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, declarou neste sábado, durante visita ao Hospital Federal do Andaraí, no Rio de Janeiro, que as restrições impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, à sua participação em reuniões da Organização das Nações Unidas não impedirão o Brasil de estabelecer parcerias na área da saúde com outros países.

Padilha explicou que, apesar das limitações, as ideias e o potencial do Brasil para cooperação internacional permanecem fortes. Ele enfatizou que o país continuará buscando investimentos para o setor, mesmo que alguns encontros presenciais possam ser adiados.

O ministro e sua família enfrentaram dificuldades por conta das políticas do governo Trump, que resultaram no cancelamento dos vistos de sua esposa e filha. Embora o visto de Padilha estivesse vencido desde 2024, em função da 80ª Assembleia Geral da ONU, ele teve a permissão temporária para entrar nos Estados Unidos, mas com restrições que limitam sua movimentação apenas ao hotel, à sede da ONU e a instalações médicas em situações emergenciais. Devido a essas imposições, Padilha decidiu não comparecer a uma reunião em Washington marcada para esta sexta-feira.

Ele comentou que essas restrições impactam não apenas sua presença nas reuniões, mas também atrasam a realização de parcerias. Mesmo assim, Padilha garantiu que as discussões continuarão em outros formatos, seja em solo nacional ou em outros lugares.

Sobre o impacto das tarifas impostas por Trump nos preços dos medicamentos, o ministro destacou que essas taxas afetam a indústria exportadora brasileira, especialmente na área da saúde. Ele apontou que o Brasil conta com uma indústria forte, particularmente na saúde bucal e na fabricação de insumos, que dependia do mercado americano. Embora o cenário atual seja desafiador, o governo já está tomando medidas para ajudar essas indústrias a diversificarem seus mercados.

Padilha também mencionou que as dificuldades estão impulsionando novas parcerias para a produção de medicamentos no Brasil, como a insulina. Além disso, ele citou que empresas americanas estão investindo no país, trazendo tecnologias inovadoras, como no caso de uma vacina contra o vírus sincicial respiratório, que será disponibilizada pelo Sistema Único de Saúde (SUS) a partir de novembro.

Durante sua visita ao hospital, Padilha também demonstrou o uso do Implanon, um método contraceptivo que ajuda a prevenir a gravidez. Ele anunciou que o SUS planeja disponibilizar 500 mil unidades do implante gratuito até o final deste ano e 1,8 milhão até 2026. O objetivo é ajudar as mulheres a planejar suas famílias e combater a gravidez na adolescência.

Além de sua presença no Hospital Federal do Andaraí, que reabriu serviços essenciais como ortopedia e o Centro de Tratamento de Queimados, Padilha visitou outros hospitais na Baixada Fluminense. O Hospital Federal do Andaraí recebeu investimentos de R$ 600 milhões do governo federal, com a expectativa de finalizar as obras até o primeiro trimestre de 2026. Essa reestruturação faz parte de um plano maior para melhorar o atendimento nas unidades de saúde do país.

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