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Análise de A Big Bold Beautiful Journey com Margot Robbie e Colin Farrell

Kogonada, um diretor coreano-americano, é conhecido por seus filmes introspectivos e complexos, como “Columbus” e “After Yang”. Agora, ele apresenta um novo trabalho que se afasta de seu estilo mais cerebral e…

Editorial Folha do Noroeste
Por Editorial Folha do Noroeste Atualizado em 19 de setembro 2 min de leitura

Kogonada, um diretor coreano-americano, é conhecido por seus filmes introspectivos e complexos, como “Columbus” e “After Yang”. Agora, ele apresenta um novo trabalho que se afasta de seu estilo mais cerebral e mergulha em uma proposta romântica vibrante, repleta de cores e sonhos. O novo filme é uma espécie de musical sem canções, explorando o amor e as relações de maneira leve, mas com uma profundidade emocional que pode não ser óbvia à primeira vista. O roteiro é de Seth Reiss, conhecido por seu trabalho no filme “The Menu”.

A trama gira em torno de Sarah e David, interpretados por Margot Robbie e Colin Farrell, dois atraentes profissionais solteiros que se conhecem em um casamento de amigos. Após o carro de Sarah quebrar, os dois embarcam em uma viagem de carro, fugindo do medo de compromissos e buscando perdão e amor. A situação se complica com a peculiar agência de aluguel de carros, onde os personagens de Kevin Kline e Phoebe Waller-Bridge adicionam uma dose de humor, com diálogos divertidos e uma apresentação excêntrica.

Durante a viagem, David recebe um carro vintage da década de 1990 que possui um GPS mágico, capaz de levá-los a portas misteriosas no caminho. Ao atravessarem essas portas, o casal revive memórias de seus passados: encontros com os pais, locais significativos e momentos marcantes, como uma visita a uma galeria de arte que a mãe de Sarah adorava e a escola de David, onde ele viveu um amor não correspondido durante uma peça teatral.

Kogonada mantém alguns elementos característicos de Charlie Kaufman em sua narrativa, criando uma atmosfera atemporal e surreal. Apesar de alguns momentos exagerados e fantasiosos, como a interação entre os personagens e as situações que enfrentam, há uma tentativa de refletir a realidade dos relacionamentos e os desafios que surgem quando duas pessoas mais velhas decidem se apaixonar.

O filme provoca risos e provocações sutis, abordando tanto a leveza quanto a complexidade das emoções humanas. Apesar de ser uma fantasia, ela convida o público a refletir sobre o amor, a vulnerabilidade emocional e as memórias que moldam nossas vidas, criando um contraste interessante entre o sonho e a realidade.

“A Big Bold Beautiful Journey” estreará no dia 18 de setembro na Austrália e em 19 de setembro no Reino Unido e nos Estados Unidos.

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