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Agricultores da Nova Zelândia mostram mais otimismo com confiança em alta

NZ farmers more optimistic as agricultural confidence rises

Recentemente, uma pesquisa da Rabobank revelou que a confiança dos agricultores na Nova Zelândia aumentou, atingindo o segundo maior nível nos últimos dez anos. A pesquisa foi realizada no início deste mês e mostrou que 51% dos agricultores acreditam que a economia agrícola do país melhorará no próximo ano, um aumento em relação a 48% no trimestre anterior. Entretanto, 5% dos agricultores esperam uma deterioração nas condições, ligeiramente acima dos 4% do último levantamento.

O estudo mostrou também que a confiança dos agricultores tem sido alta por quatro trimestres seguidos, algo que não ocorria desde a temporada 2013/14. Segundo Todd Charteris, CEO da Rabobank, este cenário positivo reflete a natureza cíclica da agricultura, onde períodos de confiança elevada são raros.

Um dos principais fatores que influenciam essa confiança é o preço recorde do leite. Desde a última pesquisa em junho, a Fonterra manteve sua previsão de preço do leite em $10,00 por kg de sólidos de leite para a temporada 2025/26 e subiu a previsão para a temporada 2024/25 para $10,15 por kg. Além disso, a cooperativa anunciou a venda de suas operações de consumo e negócios associados para a Lactalis, o que poderia resultar em um retorno de capital isento de impostos de $2,00 por ação para os agricultores acionistas.

A confiança no setor de carnes vermelhas também está em ascensão, impulsionada por altos preços das commodities, especialmente da carne bovina e de cordeiro. A forte demanda global, principalmente dos Estados Unidos, tem contribuído para recordes de preços para o gado nos últimos meses. Os preços de cordeiro também estão em alta histórica, e a combinação de oferta interna restrita e sólida demanda externa deve manter os preços elevados ao longo de 2025.

Entre os agricultores otimistas, 67% mencionaram o aumento dos preços das commodities como a principal razão para sua confiança. Outros 20% citaram o aumento da demanda e 17% mencionaram a queda nas taxas de juros. Por outro lado, dos 5% que esperam uma desaceleração na economia agrícola, 43% apontaram a política do governo como um fator negativo, juntamente com 30% que mencionaram o aumento dos custos de insumos e 29% que se preocuparam com as condições dos mercados e economias internacionais.

Sobre o autor: Editorial Folha do Noroeste

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