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Novos antídotos para intoxicações por metanol são introduzidos no Acre

Novos antídotos para tratamento de intoxicações por metanol chegam ao Acre | ac24horas

O governo do Acre, através da Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre), recebeu nesta sexta-feira, 10, um lote de 16 unidades do antídoto fomepizol. O envio foi feito pelo Ministério da Saúde e o medicamento é indicado para o tratamento de intoxicações causadas por metanol, que é frequentemente encontrado em bebidas adulteradas.

A distribuição do antídoto foi realizada levando em conta a população de cada estado, conforme os dados mais recentes do Censo do IBGE. Essa estratégia visa garantir um atendimento proporcional e eficiente em casos de emergência relacionados à intoxicação.

Marcelo Xavier, chefe do Departamento de Assistência Farmacêutica da Sesacre, destacou que o Acre foi priorizado na entrega devido à sua localização geográfica. O estado faz fronteira com países que têm histórico de circulação de bebidas falsificadas, o que aumenta o risco de intoxicações. Além disso, existem desafios logísticos que dificultam o acesso a tratamentos adequados.

“O fornecimento do fomepizol é um avanço significativo para as unidades de saúde locais, principalmente em situações de emergência”, afirmou Xavier. O fomepizol é considerado o tratamento preferido em casos de intoxicação por metanol e etilenoglicol. Este medicamento funciona bloqueando a conversão do metanol em ácido fórmico, uma substância que causa graves danos ao corpo, ajudando a prevenir a acidose metabólica.

Além de sua eficácia, o fomepizol é mais seguro para os pacientes, fácil de administrar e apresenta menos efeitos colaterais, o que diminui a necessidade de monitoramento intensivo durante o tratamento.

Embora atualmente o Acre não tenha registrado casos recentes de intoxicação por metanol, a Sesacre mantém uma vigilância ativa por meio da Vigilância Sanitária e do Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs). O secretário de Saúde, Pedro Pascoal, ressaltou a importância desse recebimento como um avanço na segurança da população. “É uma medida estratégica que fortalece nossa capacidade de resposta a possíveis intoxicações”, concluiu Pascoal.

Sobre o autor: Editorial Noroeste

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