O preço da saca de soja subiu cerca de R$ 3,20 em um ano em Mato Grosso do Sul, chegando à média de R$ 119,90 em julho. O valor representa uma alta de 2,75% em relação aos R$ 116,70 registrados no mesmo mês de 2025. Já o milho fechou julho com preço médio de R$ 47,23 por saca, praticamente estável na comparação anual.
A diferença entre as duas culturas reflete as condições específicas de cada mercado. A soja foi beneficiada pela retomada das exportações após a entressafra e pela alta das cotações internacionais na primeira quinzena de julho. O câmbio e a demanda doméstica também contribuíram para manter os valores pagos aos produtores sul-mato-grossenses.
No caso do milho, a expectativa de uma oferta mundial maior limitou a valorização do cereal. Esse cenário é mais evidente nos contratos futuros, que ficaram 6,71% mais baratos do que há um ano. A menor antecipação de compras por parte dos compradores também pressionou os valores para baixo.
Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (6) pela Aprosoja (Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso do Sul). Os boletins da entidade mostram que soja e milho perderam força na Bolsa de Chicago na segunda metade de julho, mas a queda foi amenizada no estado pelo câmbio, pela procura interna e pelas condições de transporte.
A diferença entre as culturas também aparece no ritmo de comercialização das safras. Os produtores já negociaram 73% da soja estimada, um avanço de nove pontos percentuais em relação ao fim de junho. No milho, a parcela vendida chegou a 38,5%, com alta de oito pontos no mesmo período.
