As picadas de mosquitos causam cerca de 700 mil mortes por ano e transmitem doenças a mais de 400 milhões de pessoas no mundo. O aumento da temperatura e as mudanças climáticas têm multiplicado esses insetos.
Durante e logo após a Segunda Guerra Mundial, surgiram pesticidas baratos e eficazes, como o DDT. Eles foram usados em larga escala e conseguiram reduzir a população de mosquitos em várias regiões. Foi a primeira vez que a humanidade levou vantagem na guerra contra esses insetos, que transmitem malária, febre amarela, dengue e zika.
Com o tempo, porém, os venenos perderam efeito. Os mosquitos ficaram mais resistentes. Uma pesquisa publicada na revista científica Frontiers in Tropical Diseases mostrou que o organismo do mosquito produz enzimas de defesa horas após o contato com o veneno. Essas enzimas decompõem a substância química, tornando as borrifadas nas ruas menos eficazes do que no passado.
Agora, uma empresa chinesa chamada Photon Matrix recebeu autorização para vender um equipamento que mata mosquitos com tiros de laser. O aparelho é capaz de atingir insetos a até seis metros de distância. Ele usa sensores, visão artificial com inteligência artificial e algoritmos de processamento de sinais para identificar e eliminar os mosquitos. O sistema se desativa sozinho quando uma pessoa entra na área de operação.
A novidade chega em um momento em que as alternativas tradicionais de controle de mosquitos mostram limites. O uso de inseticidas em áreas urbanas e rurais continua sendo comum, mas a resistência dos insetos é um problema crescente. A busca por novas tecnologias, como o laser, faz parte desse esforço para reduzir o impacto das doenças transmitidas por mosquitos na saúde pública.
