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Agesul contrata empresa para projeto de anel viário em Inocência

A Agesul (Agência de Empreendimentos de Mato Grosso do Sul) contratou a empresa Engenharia e Comércio Bandeirantes por R$ 342,6 mil para elaborar um estudo de implantação de um anel viário de…

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Por Conteúdos Evergreen 3 min de leitura
Agesul contrata empresa para projeto de anel viário em Inocência
Trecho de terra na região rural de Inocência; estado quer projeto de um anel viário para caminhões desviarem de Paranaíba (Foto: Reprodução licitação)

A Agesul (Agência de Empreendimentos de Mato Grosso do Sul) contratou a empresa Engenharia e Comércio Bandeirantes por R$ 342,6 mil para elaborar um estudo de implantação de um anel viário de 7 quilômetros em Inocência. O objetivo é retirar o tráfego de veículos pesados do perímetro urbano da cidade.

Com a implantação da fábrica de celulose da Arauco e o avanço do cultivo de eucalipto na região, a nova rota vai conectar a MS-377, que liga o acesso da cidade à BR-262, à MS-316, estrada não pavimentada que dá acesso a Paraíso das Águas e outras rodovias do nordeste do Estado.

A contratada terá 180 dias para fazer o desenho da obra, incluindo pontes e a avaliação do melhor traçado. O termo de referência traz um mapa da região e fotos da área rural para direcionar o trabalho da empresa. A partir do projeto, será feita licitação para a obra.

O documento que embasou a contratação aponta a necessidade de criar uma rota para veículos pesados desviando do centro da cidade, para evitar acidentes, congestionamentos e desgaste das vias. A região passa por mudança na matriz de produção, com menos áreas de pecuária e mais florestas de eucalipto para atender o setor de celulose, o que levou o Estado a investir em rodovias para a logística do setor.

A MS-377 já passou por restauração no ano passado. A estrada, que antes era pouco movimentada e servia de acesso a Paranaíba, se tornou rota para a fábrica da Suzano de Ribas do Rio Pardo escoar a produção até um entreposto depois do trevo de acesso a Inocência. De lá, a celulose é embarcada em trens da Ferronorte com destino ao porto de Santos (SP).

À margem da rodovia, também está em construção a fábrica da Arauco, empreendimento que nesta fase movimenta grande quantidade de caminhões com material para a obra. O Governo do Estado vai lançar a restauração e manutenção da MS-377 e de outras rodovias da região pelo modelo Crema (Contrato de Recuperação e Manutenção Rodoviária), desenvolvido pelo BIRD, abrangendo 228 km de estradas. O trecho vai do encontro com a BR-262 até a divisa com Minas Gerais, em Paranaíba, e a MS-240.

A Agesul exige que o projeto do anel viário defina o melhor traçado para os 7,1 quilômetros previstos e detalhe as condições para implantação da estrada em revestimento primário. A empresa deverá elaborar estudos de drenagem e hidrologia, além de definir dispositivos de segurança, sinalização e dimensões das faixas de rolamento conforme as normas do DNIT.

O projeto também terá de prever medidas ambientais, como passagens de fauna e estruturas para impedir que animais acessem a pista, seguindo orientações do Imasul. Nos encontros com as rodovias MS-316 e MS-377, não haverá projeto específico de interseção, mas a empresa deverá prever sinalização e dispositivos de segurança adequados. Outro ponto obrigatório é o levantamento das áreas que precisarão ser desapropriadas e das autorizações correspondentes. Caso sejam necessários acostamentos, o projeto deverá seguir a legislação estadual e as normas do DNIT.

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