Sexta, 06 de Outubro de 2017 às 11:02
Lagartas prejudicam lavouras de milho na região
Nos casos em que nem a aplicação de herbicida resolveu, produtores estão destruindo a lavoura e fazendo o replantio
Por: Márcia Sarmento - marcia.sarmento@folhadonoroeste.com.br
Fotos - Divulgação e Cleusa Jung

Em fase inicial – estágio vegetativo –, as lavouras de milho vêm preocupando agricultores da região. Apesar do alto investimento para o plantio, a tecnologia disponível não foi suficiente para impedir o ataque das lagartas rosca (Agrotis ipsilon) e cartucho (Spodoptera frugiperda). A situação é a mesma em outras partes do Estado, obrigando muitos produtores a gastarem com a aplicação de inseticidas ou, nos piores, casos, destruição da lavoura e replantio.

É o caso do produtor Zélio Pavan, que reside na linha Caiçara. Em Frederico Westphalen. Com cerca de um hectare plantado, o ataque das pragas gerou uma perda de 88% das plantas, apesar da tripla aplicação de inseticidas. A única alternativa para o agricultor foi destruir a lavoura. “Vamos mexer na terra, ao menos uma vez por semana, durante este mês, para tentar exterminar a lagarta e, após, fazer o replantio”, explicou, já que a família precisa de milho para a produção de silagem.

O engenheiro agrônomo da Emater/RS-Ascar de Frederico Westphalen, Mateus Stefanello confirma que a situação está sendo comum nesta safra a muitos produtores. “O que ocorre é que, de tempo em tempo, ocorre uma quebra na tecnologia disponível e, pela evolução natural, a praga adquire resistência aos híbridos. Houve casos em que, mesmo com a aplicação tripla de inseticida, não foi possível controlar”, detalha.

Na planta, a lagarta cartucho, além de raspar a folha, ataca também o miolo do milho. Já a lagarta rosca, que se dissemina no solo, danifica as raízes da planta.

Perdas em Frederico
O secretário de Agricultura de Frederico Westphalen, Cleber Cerutti lembra que a área total de milho plantada no município vem sofrendo gradativa redução, não ultrapassando dois mil hectares nesta safra, o que se agrava em virtude da incidência da lagarta. “Temos registrado problemas de perdas, pois onde a praga ataca, há redução de produtividade. Os produtores estão buscando orientação junto às empresas que fornecem tecnologia, para adotarem medidas para amenizar os prejuízos”, comentou.

Como funciona a tecnologia
Para o engenheiro agrônomo Felipe Bonfante, gerente da Agrobon – filial de Constantina, não existe risco de surto da praga neste momento. “Há muita pesquisa em andamento na área, o que afasta a possibilidade de que a situação se agrave”, analisa. Ele explica que a tecnologia disponível nada mais é do que a inserção de proteínas na semente, que a lagarta não consegue ingerir, pois ao fazê-lo, acaba morrendo. “As primeiras sementes lançadas tinham uma ou duas proteínas, e logo a praga se tornou resistente. As empresas então foram fazendo parcerias para combinar mais de um tipo de proteína, produzindo opções resistentes”, informa.

A orientação, no momento, é para que o produtor combine com o plantio, a aplicação do herbicida, até porque, algumas tecnologias são mais sucetíveis ao ataque. “Estamos recomendando o uso de um fumigante para penetração na palhada, descendo um pouco no solo, para a lagarta rosca e, no caso da cartucho, um produto de contenção e fisiológico, combinado”, finaliza.

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