Quarta, 09 de Agosto de 2017 às 18:50
Iraí: indígenas ocupam área conhecida como Prainha, no rio Uruguai
Grupo reivindica uma reserva no terreno que pertence a UFSM
Por: Eder Calegari (eder.calegari@folhadonoroeste.com.br)
Indígenas pretendem permanecer acampados (Foto - Gilson Conzatti/Especial)

*Texto modificado às 09h50 para acréscimo de informações.

Um grupo com 25 famílias de índios ocupou hoje uma área conhecida como "Prainha" as margens do rio Uruguai, em Iraí. O local onde eles estão pertence a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), e é frequentado por banhistas especialmente no verão.

Conforme os indígenas, eles vieram da área de Iraí (antigo aeroporto) e a ideia é reivindicar  a criação de uma nova reserva naquele terreno. Eles trouxeram utensílios e alguns móveis e pretendem permanecer acampados em barracas de lona até uma definição.

"Estamos cansados de esperar por nossas terras. Queremos com isto chamar a atenção dos responsáveis para agilizar o processo  e resolver o problema. Somos criticados porque não plantamos nada, mas como vamos plantar se não temos área? Necessitamos de um lugar pra plantar mandioca, milho e o que for preciso para nossa subsistência" explicou o coordenador do movimento, o indígena Valdemar Toksin.

No ano passado, um outro grupo de índios, que não faz parte da mobilização atual, já havia ocupado o prédio de uma antiga escola agrícola da UFSM, que estava desativada e integra o complexo. A universidade na época, informou que tratava o caso na Justiça. 

Contrapontos

A Reitoria da Universidade Federal de Santa Maria disse que vai tratar o caso na Justiça. Em nota afirmou: "Diante da ocupação de uma área pertencente à UFSM - a Prainha, localizada às margens do Rio Uruguai, em Iraí – por famílias indígenas, a UFSM informa que o fato foi comunicado à Polícia Federal, que buscará uma saída negociada com a comunidade indígena. Em caso de não haver êxito nesta negociação, a Universidade entrará com um pedido de reintegração de posse. A instituição mantém, no local, um projeto de extensão voltado à preservação ambiental", diz o texto. Já a Funai de Passo Fundo informou que encaminhou uma ata ao departamento jurídico, comunicando da ocupação e aguarda os encaminhamentos legais. 

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