Sexta, 16 de Junho de 2017 às 17:52
Em uma gotinha de sangue, o diagnóstico de pelo menos seis doenças
Triagem neonatal pode detectar precocemente até 50 patologias que influenciam no desenvolvimento das crianças
Por: Heloise Santi saude@folhadonoroeste.com.br
Exame deve ser feito preferencialmente entre o 3º e o 5º dia de vida do bebê - Banco de imagens

O mês de julho foi escolhido pelo Ministério da Saúde (MS) como o mês lilás, para lembrar a população da importância de realizar o teste do pezinho, visto que 6 de junho foi o Dia Nacional do Teste do Pezinho e a população precisa ter conhecimento da necessidade desse exame, feito geralmente entre 48 horas e cinco dias após o nascimento do bebê.

Certeiro, ele é capaz de detectar, de forma precoce, até 50 doenças que podem influenciar no desenvolvimento físico, motor e neurológico do recém-nascido, com apenas algumas gotas de sangue. Na rede pública, o teste feito gratuitamente nas unidades de saúde detecta seis doenças, a fenilcetonúria, que é uma doença herdada dos pais e pode levar à deficiência mental; o hipotireoidismo congênito, que pode provocar retardo neuropsicomotor acompanhado de lesões neurológicas irreversíveis; a fibrose cística, que compromete o funcionamento das glândulas exócrinas; a anemia falciforme, que pode levar ao aparecimento de dor e inchaço nas juntas, anemia, infecções, entre outras consequências; a hiperplasia adrenal congênita, a pessoa com essa doença produz em menor quantidade os hormônios cortisol e aldosterona e em excesso os androgênicos, que são hormônios masculinizantes e pode levar a óbito nos primeiros 15 dias de vida; e a deficiência de biotinidase, que é quando o organismo não consegue liberar as vitaminas B7 ou B8 dos alimentos e, por isso, não é utilizada pelo organismo.

De acordo com o último relatório - referente aos meses de novembro de 2016 a março de 2017 -, somente na região de abrangência da 19ª Coordenadoria Regional de Saúde (19ª CRS), foram realizadas 777, destas, 78,4% foram realizadas no período ideal, de três a cinco dias de vida.

O Rio Grande do Sul tem índice médio de cobertura de 95% das crianças nascidas, o que é considerado satisfatório pelo MS. O teste permite o diagnóstico e consequente tratamento precoce, diminuindo ou eliminando as sequelas dessas doenças. “O teste de Triagem Neonatal é um exame realizado gratuitamente e identifica doenças genéticas e/ou congênitas geralmente assintomáticas no período neonatal, até 28 dias após o nascimento. Por isso, destacamos que o período ideal de coleta é do 3º ao 5º dia de vida do recém-nascido, visto que é a maneira de descobrir estas doenças a tempo de tratá-las, impedindo o aparecimento das complicações”, explicou Andressa Lanza, responsável pela Política da Saúde da Criança na 19ª CRS.

Quando fazer o teste?

O teste do pezinho deve ser feito entre o 3º e o 5º dias de vida do RN, pois esta é a maneira de descobrir estas doenças a tempo de tratá-las, impedindo o aparecimento das complicações.

Onde fazer?

Na rede pública: o teste do pezinho é realizado gratuitamente nas unidades de saúde, em todos os municípios do Estado do Rio Grande do Sul. “A cada quatro meses a CRS recebe e encaminha aos municípios os insumos necessários para a coleta (lancetas, cartão de coleta e envelope para envio), atendendo a demanda dos municípios. Também há um quantitativo extra para os casos de reposição emergencial. Junto com os insumos, encaminhamos os relatórios com o percentual de coleta realizado, a divulgação destas informações nas equipes é de extrema importância, para que possam avaliar e qualificar cada vez mais seus serviços”, salientou Andressa.

A técnica da 19ª CRS destaca ainda que a cada semestre ocorre capacitação aos profissionais.

Na rede privada: a maioria dos laboratórios de análises clínicas também realiza o teste do pezinho. Neste caso, o exame é pago e os pais ou responsáveis podem optar entre as quatro opções ofertadas nos laboratórios, que vão desde o teste básico, que é igual ao da rede pública, até o máster, que diagnostica de 20 a 50 tipos diferentes de patologias.

Mais informações na edição impressa do dia 16 de junho.

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