Sexta, 16 de Junho de 2017 às 10:54
Ciprandi Produtos Coloniais: da linha Santa Ana para o país
Agroindústria é aposta para ampliar a renda e garantir a permanência no campo
Por: Márcia Sarmento - marcia.sarmento@folhadonoroeste.com.br
Fotos - Márcia Sarmento

A busca por manter a família no campo, com mais qualidade de vida, foi o que motivou a agricultora Janes Jacinta Ciprandi, de Rodeio Bonito, a investir na formalização de uma agroindústria de processamento de mandioca em sua propriedade de seis hectares, localizada na linha Santa Ana. Ela, que já foi secretária de Agricultura do município, acredita que a transformação dos produtos é o segredo para isso. “Precisamos trabalhar dentro da nossa realidade, de pouca área de terra, e dar exemplo para os outros agricultores de que é algo bom”, garante.

Confira o vídeo

A Ciprandi Produtos Coloniais está legalizada desde o dia 7 de abril de 2016, quando entrou em operação. No local é realizado desde o plantio da mandioca – cerca de 1 hectare –, colheita, lavagem, descasque, segunda lavagem, sanitização, pingadeira (para retirar o excesso de água), pesagem e selagem. Toda a mão de obra é familiar, o que garantiu que tanto o casal quanto a filha deixassem de trabalhar fora para cuidar do negócio. “Produzimos, em média, 2 mil quilos/mês e comercializamos para mercados, restaurantes e hotéis”, explica Janes.

Com liberação para vender por todo o território nacional e a certificação do selo Sabor Gaúcho, a agricultora conta que o mais difícil é buscar as licenças necessárias para operar dentro da legalidade, já que o processo é bem burocrático. “Entre o início do encaminhamento da papelada e a liberação definitiva passou-se quase um ano. É demorado, mas a gente não pode perder para o papel, tem que correr atrás, pedir ajuda para quem sabe. E conseguimos, é um sonho realizado”, destaca.

Agora, a família já tem uma planta pré-aprovada para instalação de uma agroindústria de filetagem de peixe, expandindo o campo de atuação.

Apoio da Emater
Para viabilizar o negócio, o papel de orientação da Emater/RS-Ascar do município foi fundamental. O técnico agrícola e extensionista Cleomar de Bona explica que a agroindústria é o caminho para retirar os agricultores da clandestinidade no processamento de produtos e garantir a renda no campo. “Criar e fortalecer a agroindústria é um sonho da família, mas também do poder público e da Emater. Mas para chegar lá são várias etapas a serem cumpridas. Hoje, a legislação é um tanto complexa para um pequeno agricultor legalizar a atividade, e o papel da Emater é auxiliar nessa caminhada”.

Em Rodeio Bonito, outras agroindústrias já operam legalizadas nos segmentos de panificados e embutidos. A Emater trabalha junto com as famílias para a legalização da agroindústria de processamento de peixes e de um entreposto de ovos. “É um trabalho gratificante e sério, que exige muita responsabilidade, pois estamos trabalhando com alimentos que vão direto para a mesa das pessoas”, avalia de Bona.

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