O agronegócio depende muito da água
Sexta, 04 de Agosto de 2017

A água é um bem fundamental para a vida. Sem ela a vida não seria possível. Assim aprendemos na escola. Os cientistas, ao descobrirem algum planeta, buscam sinais de água para traçar linhas de pesquisas sobre a possibilidade da existência de vida. A água é o tema que continua atual nas discussões em todos os cantos da terra desde os tempos bíblicos até hoje e assim se perpetuará para sempre, tal é a dependência que temos dela.
Há 60 dias, a região assistiu a um “dilúvio” de mais de 550 mm num só mês. Houve locais que passou dos 600 mm e os estragos foram grandes. Muita gente ribeirinha precisou abandonar a casa e seus pertences porque os rios transbordaram. Muitos agricultores tiveram prejuízos em suas lavouras ou com os animais de campo em consequência da chuvarada. É a sina da região, que possui um histórico de chuvas entre 1.800 e 2.200 mm anuais. Nem sempre é bem distribuída e há períodos de escassez, como é a que vivenciamos a partir do início da segunda semana de junho, que perdurou até esta semana. Nesses quase 60 dias não passou de 20 mm a chuva que ocorreu na região. Uma situação que raramente ocorre por aqui.

Tanto o excesso quanto a falta de chuva são prejudiciais. Quem sente mais com a irregularidade é o agricultor porque suas atividades dependem da água da chuva. Se há dois meses o excesso de chuvas prejudicava, agora é a falta que angustia os agricultores. Aqueles que implantaram cereais de inverno aguardam a chuva para a aplicação dos fertilizantes nitrogenados em cobertura. Alguns aplicaram uma dose, mas há aqueles que ainda aguardam umidade para fazer a primeira aplicação. Contudo, o tempo seco diminui as doenças, o que também traz economia para o agricultor, pois reduz as aplicações de produtos fitossanitários.

A angústia se abate sobre os produtores porque agora é um período de plantio de fumo, cuja muda está pronta e começa a passar do ponto de transplante. A semeadura do milho, até a primeira quinzena de setembro, garante safra boa porque o ciclo se completa antes do período histórico de escassez de umidade (novembro/dezembro). O solo seco dificulta as operações de semeadura e transplante tanto para a germinação da semente, pega da muda, como para as operações mecânicas do preparo das lavouras. Também as pastagens têm dificuldade de rebrote por falta de umidade. Alguns produtores já possuem seu sistema de irrigação e, embora sejam poucos, servem de estímulo para os demais. Então, o agronegócio depende basicamente da chuva para a sua expressão. Uma forma de garantir a água para as plantas é adotar sistemas de manejo do solo para que a água da chuva permaneça em níveis adequados pelo máximo de tempo. Outra forma é aumentar os reservatórios de captação para a irrigação nos momentos de necessidade. Assim poderemos produzir com menos angústia.

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