PREVENÇÃO DA SAÚDE (parte 3)
Sexta, 11 de Agosto de 2017

Prevenir vem do latim "praevenire", ou seja, vir antes. Assim sendo, prevenir é tomar medidas para se antecipar à doença ou aos males causados pela mesma.

Os povos de língua inglesa dizem que prevenir é evitar os cinco Ds, isto é, evitar? Disease (doença); Disconfort (desconforto); Dissatisfaction (insatisfação); Disability (incapacidade) e Death (morte).

A medicina considera, hoje, quatro tipos de prevenção: primária, secundária, terciária e quaternária. Já vimos a primária, secundária e terciária, agora vamos conhecer a prevenção quaternária.


PEVENÇÃO QUATERNÁRIA

O belga Marc Jamoulle, médico de família, cunhou em 1998 o termo prevenção quaternária, baseado no conceito antigo de "primum non noscere" (primeiro não prejudicar), que segundo a Wikipédia é definido como:

"Prevenção quaternária é o conjunto de ações que visam evitar danos associada às intervenções médicas e de outros profissionais da saúde como excesso de medicação ou de cirurgias desnecessárias (iatrogenias = doença gerada pelo profissional de saúde). Assim, quando o tratamento for considerado pior que a doença, deve-se buscar uma alternativa que não essa".

Por outro lado, o conceito de Prevenção Quaternária, um questionamento sobre a base da ação médica, nasceu na articulação da relação médico-paciente. Refere-se a toda a atividade médica, sendo uma importante ferramenta para a medicina de família. É uma interrogação ética sobre os excessos da demasia e fornece algumas respostas.

A medicina antiga era baseada na narrativa, isto é, o médico devia conhecer o paciente, suas queixas, a repercussão da doença na vida desse paciente e decidir após esta conduta que exames e tratamento deveria indicar. Um velho ditado médico dizia que "o médico deve curar às vezes, melhorar quando possível e consolar sempre o paciente". Esse dito definia a limitação que a medicina antiga apresentava, mas, por outro lado, o grande carinho que os médicos dedicavam aos seus queridos pacientes. Com o surgimento de um novo enfoque da medicina, que é a medicina baseada em evidências, os médicos estão se baseando em estatísticas e trabalhos bem conduzidos, esquecendo, muitas vezes, o ser humano que está em sua frente, suas angústias, seus problemas, suas fantasias e principalmente seus temores. Hoje cura-se na maioria das vezes, melhora em outras, mas os pacientes são pouco ouvidos e menos ainda consolados.

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