O Mito de Atena
Sexta, 11 de Agosto de 2017

A mitologia grega é um dos tesouros mais encantadores da história da humanidade. Reflexões extasiantes nascem quando navegamos pelas histórias, mitos e contos simbólicos que compõem esta herança cultural.

Um mito é uma primeira tentativa de explicar a realidade através de uma narrativa simbólica e/ou explicativa. Por esta razão, as escolas gregas o utilizavam para a educação das crianças, em suas formações iniciais, quando passavam a questionar sobre os acontecimentos da vida, sobre os fenômenos naturais, sobre as origens do mundo e do homem. Para a personificação dentro destes contos mitológicos eram utilizados, então, deuses, semi-deuses e heróis, sempre com características sobrenaturais.

Uma das deusas de destacada referência na mitologia grega, quiçá a mais poderosa, era a deusa chamada de Atena.

Conta o mito de sua origem que certa vez Zeus apaixonou-se pela deusa Métis, tendo sido ela sua primeira esposa. Entretanto, logo foi advertido por sua avó Gaia de que Métis lhe daria um filho que o destronaria, assim como ele próprio havia destronado seu pai Cronos e, este, seu avô Urano.

Amedrontado, Zeus resolveu elaborar um plano para prevenir o nascimento de um futuro rival. Utilizou-se de um fabuloso ardil. Convenceu sua esposa a participar de uma brincadeira divina, na qual cada um deveria se transformar em um animal diferente. Métis, desta vez, não foi prudente, e se transformou numa mosca. Zeus, então, aproveitou a oportunidade e imediatamente a engoliu. Todavia, Métis já estava grávida de Atena, e continuou a gestação na cabeça de Zeus, aproveitando o tempo ocioso para tecer as roupas da sua filha vindoura.

Um dia, durante uma guerra, Zeus sentiu uma forte dor de cabeça. Ordenou então a Hefestos, o feio deus ferreiro e do fogo, que lhe desse uma machadada na cabeça para descobrir o que lhe causava tanta dor. Mesmo a contragosto, com técnica e precisão, Hefestos desferiu-lhe o machado de ouro certeiro e todos se surpreendem ao verem surgir, imponente e armada, pronta para a guerra, a deusa Atena. E foi assim que nasceu sua filha Atena, já adulta, com seu elmo, armadura e escudo coberto com uma pele de Amaltéia.

Esta narrativa simbólica obviamente tem sua explicação:

A Sabedoria e a Justiça, personificadas pela deusa grega Atena, são frutos dessa união de Métis (a astúcia, a inteligência) com o poderoso Zeus (ordenador do Cosmos). Atena foi gerada na cabeça do soberano do Olimpo e, por isso, é também associada à razão (ela simplesmente conhecia todos os pensamentos de seu pai). Terminado o período de gestação, o supremo deus começou a sentir terríveis dores de cabeça. Isto significa que enquanto a Justiça não nasce, as dores serão inevitáveis.

Por esta razão, entre outras virtudes, Atena é considerada a deusa da sabedoria e da justiça.

Comentários