Como considerar os cristãos não católicos?
Sexta, 09 de Junho de 2017

Meus amigos e minhas amigas! Nós vimos que a Igreja de Jesus Cristo subsiste na Igreja Católica. Nasce então uma pergunta, que é a pergunta do compêndio do Catecismo da Igreja Católica, e diz assim: como considerar os cristãos, não católicos? Portanto, cristãos batizados, mas não católicos, como considerá-los?

E o Catecismo responde: nas Igrejas e nas comunidades eclesiais que se desligaram da plena comunhão da Igreja Católica encontram-se muitos elementos de santificação e de verdade. E a afirmação de que na Igreja católica encontram-se todos os elementos de salvação não exclui a possibilidade de muitos elementos de verdade e de santificação estarem também em outras Igrejas.

Por exemplo, o amor que tem a Palavra de Deus, palavra que é do Espírito Santo, e quando a lê, lêem com fé. E assim poderíamos lembrar outros valores de santificação e de verdade, que Igrejas Cristãs não-católicas têm também. E o Catecismo lembra mais, todos estes bens que também estão em Igrejas cristãs não católicas provêm de Cristo, e conduzem para a unidade Católica. Conduzem para a unidade.

A unidade é uma oração, é um pedido de Cristo, mas é uma necessidade, se acreditamos no mesmo Cristo, como viver separados? Mais: os membros destas Igrejas e destas comunidades são incorporados em Cristo pelo Batismo e, por isso, nós nos reconhecemos como irmãos. Temos a mesma fé, o mesmo Cristo. Não participamos ainda da mesma Eucaristia, nem todos aceitam os nossos sacramentos, mas como dizia João XXIII: “É preciso começar a olhar para aquilo que também nos aproxima, e não só para aquilo que nos divide”.

E o que temos em comum com estas igrejas é muita coisa e não pode ser desprezível, não pode ser ignorado. Temos por exemplo o mesmo Jesus Cristo, temos o mesmo Batismo, temos a mesma fé, temos a mesma Palavra de Deus, então, estes elementos devem nos levar a trabalhar por uma maior unidade para que todos participem da Plenitude dos bens.

Não se trata, portanto, de um desejo de poder que a Igreja Católica quer exercer mas, ao contrário, quer que também estes irmãos usufruam, participem, enriqueçam-se com outros valores de santidade, de verdade, que a Igreja Católica tem. E a unidade? Sabemos não é só fruto do trabalho e de reuniões. Também de trabalhos, reuniões e diálogos, mas é fruto, sobretudo, da oração. Que a oração pela unidade dos cristãos esteja sempre presente na sua vida como resposta, meu irmão, minha irmã ao apelo de Cristo.

Comentários